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Wanda Chase, jornalista e apresentadora, morre aos 74 anos em Salvador

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A jornalista e apresentadora Wanda Chase morreu, na noite de quarta-feira (2), aos 74 anos, em Salvador, durante uma cirurgia de emergência para tratar um aneurisma da aorta. O procedimento foi realizado no Hospital Tereza de Lisieux, mas a comunicadora não resistiu às complicações. Com uma trajetória marcante no jornalismo baiano e na luta pelo reconhecimento da cultura negra, Wanda deixa um legado inestimável para a comunicação e o ativismo.

Natural de Manaus, no Amazonas, Wanda Chase adotou a Bahia como sua casa desde 1991, onde se consolidou como uma das figuras mais emblemáticas do jornalismo local. Sua carreira na televisão teve um grande destaque na TV Bahia, onde trabalhou por 27 anos, além de passagens por veículos como Rede Manchete, TV Cabo Branco e Rede Globo Nordeste. Ao longo de sua jornada, tornou-se referência na cobertura de temas culturais e sociais, sempre com uma forte defesa da valorização da cultura negra e dos movimentos sociais.

Complicações de saúde e cirurgia de emergência

A jornalista enfrentava problemas de saúde há cerca de um mês, conforme relatado por familiares. Inicialmente, ela apresentou sintomas de uma virose e, após buscar atendimento médico, foi diagnosticada com infecção urinária e, posteriormente, infecção intestinal. No entanto, o quadro se agravou e, na quarta-feira, ao dar entrada no hospital, exames revelaram um aneurisma dissecante da aorta, uma condição grave que ocorre quando há uma ruptura na camada interna da artéria principal do corpo.

Diante da gravidade do diagnóstico, Wanda foi submetida a uma cirurgia de emergência por volta das 17h. Seis horas depois, os médicos comunicaram o falecimento da jornalista à família.

Legado no jornalismo baiano e na cultura negra

Com mais de três décadas de atuação na comunicação, Wanda Chase acumulou 45 prêmios ao longo de sua carreira, sendo reconhecida por seu trabalho pioneiro na valorização da cultura baiana, especialmente a cultura negra. Além do jornalismo televisivo, também teve experiência na assessoria de comunicação, atuando junto à banda Olodum, um dos principais ícones da música afro-brasileira.

Após sua aposentadoria da TV, Wanda se reinventou profissionalmente. Tornou-se colunista do portal iBahia e investiu na produção de conteúdo digital, participando de um projeto de podcast voltado para debates sobre cultura, comunicação e questões sociais.

Homenagens e reconhecimento

Ao longo de sua trajetória, Wanda recebeu diversas homenagens. A Câmara Municipal de Salvador (CMS) a concedeu o Título de Cidadã Soteropolitana em 2022, reconhecendo sua contribuição para a cultura e o jornalismo da capital baiana. Mais recentemente, estava prestes a receber o Título de Cidadã Baiana, uma honraria da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). No entanto, a cerimônia foi adiada devido aos problemas de saúde que a jornalista enfrentava.

Conhecida carinhosamente como “Wandinha” entre amigos e colegas, sua personalidade vibrante e sua paixão pelo jornalismo fizeram dela uma figura querida pelo público e respeitada no meio profissional. Sua presença marcante na TV Bahia a tornou uma referência para jornalistas e comunicadores que vieram depois dela.

Despedida

O corpo de Wanda Chase será velado e sepultado no Cemitério Campo Santo, em Salvador, no sábado (5), quando seus familiares, que moram fora do Estado, chegarão à capital baiana para a despedida. A morte da jornalista gerou comoção entre colegas de profissão, amigos e admiradores, que usaram as redes sociais para prestar homenagens e relembrar sua importância para o jornalismo e para a valorização da cultura negra.

Wanda Chase deixa um legado de profissionalismo, representatividade e amor pela comunicação. Sua história continuará a inspirar futuras gerações de jornalistas e comunicadores que buscam dar voz às pautas sociais e culturais do Brasil.

Veja a íntegra da nota divulgada pela família de Wanda:

“A família Chase, lamenta com pesar, informar o falecimento da irmã, tia e tia avó Wanda Chase. Jornalista, uma mulher pioneira e inspiradora na luta pela igualdade racial e pela representatividade na mídia.

Nascida no Amazonas, Wanda Chase construiu uma carreira exemplar no jornalismo, passando por importantes veículos de comunicação, como o Jornal A Crítica, Rede Manchete, Tv Cabo Branco, Rede Globo Nordeste e por último, a convite, por 27 anos na Tv Bahia.

Além de sua destacada atuação como repórter, editora, colunista e apresentadora, Wanda Chase foi uma militante incansável do movimento negro, lutando por mais visibilidade e inclusão para as comunidades afrodescendentes.

Mesmo após sua aposentadoria, Wanda, continuou ativa, escrevendo sua coluna “Opraí Wanda Chase” no Portal IBahia e trabalhando em projetos como um podcast “Bastidores com Wanda Chase” e um livro sobre a axé music.

Sua partida deixa um vazio irreparável, mas seu legado de luta, perseverança e paixão pela vida e pela justiça social continuará a inspirar gerações futuras.

Para nós, seus familiares, Wanda é referência de alegria, determinação, sensatez, honestidade e competência.

Na vida a Wanda amou tudo que fez e nosso amor por ela é para sempre. 💫

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